Recomendação de série: Rivalidade Ardente

Eu sabia só pela premissa da série que eu ia gostar de assistir. Ela mostra duas das atividades que eu mais gosto de fazer: hockey e sexo gay. Recomendo fortemente assistir se você também gosta de assuntos parecidos.

Spoilers abaixo.

Um aspecto bastante realista da série é que ela começa com sexo e as emoções (e que emoções!) vêm com a intimidade. Estes 2 artigos (em inglês) explicam como a série consegue levar essas emoções para a tela. A meu ver, diferentemente do primeiro artigo (escrito só com 3 episódios lançados), sexo é a parte inicial do enredo mas não o enredo todo. Como acontece abre caminho para as emoções que se desenvolvem durante a série.

Outra coisa que eu gostei de ver na série foi a quantidade de gatilhos de emoções mostradas: pessoas no armário e fora tendo que lembrar com medo de quem sabe e quem não sabe, quem será o próximo a saber, o branco na cabeça quando alguém descobre com facilidade o segredo que você tentou guardar com tanto esforço, o alívio (ou a tensão) de ver pessoas importantes na sua vida reagirem a pessoas abertamente gays. Além de tudo isso, descobrir do que você gosta, pensar se é uma boa ideia se abrir ou não e como se abrir, e prestar atenção se os outros estão na mesma vibe ou se distanciando. Ufa!

A trilha sonora é excelente e combina com o que acontece nos episódios. Eu já conhecia a “All the Things She Said” da banda (coincidentemente russa) t.A.T.u., muito bem colocada na cena da boate e com a transição para o remix exatamente no momento em que as emoções mudam. Outra música que eu conheço (e que eu sei tocar!) é o primeiro movimento da Sonata para Piano Nº 14 (Sonata ao Luar, Quasi una fantasia) do Beethoven, tocada durante um momento bastante emocionado do episódio 5 (artigo sobre o quão bom o episódio foi).

Ainda não li os livros da Rachel Reid (em inglês), mas quero bastante ler. Seja me preparando para a futura segunda temporada ou seja para lembrar o quão boa essa série foi.